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Fibromialgia

Dia 12 de maio é o dia nacional de conscientização e enfrentamento da fibromialgia.


Apesar de existir relatos históricos antigos descrevendo essa síndrome de dor difusa, ela só foi incluída na Classificação Internacional de Doenças (CID) em 1990. Entre estar incluída e ser reconhecida na clínica…. Houve mais de uma década de espera.


Ainda hoje em dia, alguns profissionais tem dificuldade de entender a doença e o seu tratamento.


Se é complicado para quem estuda,…

imaginem para quem sente!


A fibromialgia é um conjunto de sintomas, envolve dores, fadiga, desânimo, distúrbios do sono (tanto a insônia a noite quanto a sonolência ao longo do dia), perda de memória, dificuldade de concentração, os pacientes também podem apresentar problemas digestivos, náuseas, diarréia, constipação,… a manifestação da doença é heterogênea, logo varia de pessoa para pessoa. Apesar dessa variabilidade, é possível diagnosticar e tratar a fibromialgia, entendendo essas diversas dores e sintomas de cada um.


Geralmente a dor da fibromialgia é espalhada pelo corpo, por exemplo, às vezes dói um braço e no dia seguinte dor pode mudar para a perna. As pessoas descrevem como uma dor que caminha.


Mas além de caminhar é uma dor que pode ser tanto profunda (“parece que dói dentro dos ossos”) assim como pode ser uma dor sensível (“a roupa toca na pele e parece que é dor” ou “o vento dói”). Mas a pessoa não vive assim todos os dias, mais em períodos de crise.


Como a dor tem essa característica migratória e parece que usa disfarces… …. Muda de lugar de sensação” as vezes as pessoas chegam a duvidar do que estão sentindo.

E essa dúvida não é saudável.


Podemos imaginar como deve ser difícil sentir uma dor que não aparece no exame (não há documento para “provar” que sentimos dor); e perceber que essa dor muda de lugar.


A dor é subjetiva e é relatada por quem sente. As vezes a falta de exames fragiliza as pessoas.


A pessoa com fibromialgia tem uma sensibilidade aguçada, ela sente mais, e esse sentir facilmente é percebido de forma intensa ao ponto de ser percebida como dor. A sensibilidade não é só no toque (da roupa, do vento ou do seu aperto de mão) a sensibilidade também é para cheiros, paladar, audição e visão.

É como se o sistema sensorial estivesse com um curto circuito.



Por isso um dia no ano para lembrar que essa dor existe, que o enfrentamento requere reconhecimento! Reconhecimento social e pessoal.


A evidência científica comprova cada vez mais a importância de um tratamento que envolva a pessoa como um todo, e que infelizmente a melhora não está em um medicamento único, não temos pílula mágica, mas sabemos que o tratamento com exercícios adaptados, psicoterapia para enfrentar a dor, remédios para uso em momentos de crise de dor, alimentação, higiene do sono, correntes elétricas anti dor, … além de várias outras opções tem o poder de promover uma melhora significativa da vida da pessoa.

Deixar doer não irá nos ajudar a curar,

Duvidar da dor do outro também não o ajuda no enfrentamento da dor.



Respeitar já é uma boa ajuda, ter a sua compreensão e não o seu julgamento já ajuda a enfrentar a fibromialgia.







Entender esses múltiplos fatores que influenciam a manutenção e intensificação da dor é muito importante para que você (paciente) possa ajudar diretamente no processo de tratamento. Saiba mais como aliviar e entender o que modula suas dores




A fibromialgia é uma síndrome de dor crônica, nas últimas décadas as pesquisas demonstram que a causa da fibromialgia estaria associada a disfunção do sistema nervoso central (SNC). Ter o foco de tratamento na disfunção do SNC é desafiador, e a A Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua (tDCS) é uma das técnicas que pode oferecer uma nova linha de tratamento. Os resultados clínicos são promissores, com alto nível de evidência para o tratamento fibromialgia com melhora na qualidade do sono e alívio da dor.


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