top of page

Fibromialgia


Assista a coluna SAÚDE COM PROTAGONISMO do Jornal JTT com a Dra. Juliana Barcellos de Souza. o Vídeo inicia na sua fala, sobre FIBROMIALGIA




Apesar de existir relatos históricos antigos descrevendo essa síndrome de dor difusa, ela só foi reconhecida como doença pela Classificação Internacional de Doenças (CID) em 1990.

Mas levou mais de uma década para que a doença fosse reconhecida por profissionais de saúde. Ainda hoje em dia, alguns profissionais tem dificuldade de entender a doença e o seu tratamento.


Se é complicado para quem estuda,… imaginem para quem sente!


A fibromialgia é um conjunto de sintomas, envolve dores, fadiga, desânimo, distúrbios do sono (tanto a insônia a noite quanto a sonolência ao longo do dia), os pacientes também podem apresentar problemas digestivos, náuseas, diarréia, constipação, perda de memória, dificuldade de concentração… a manifestação da doença varia de pessoa para pessoa, mas sabemos que a pessoa tem a doença por uma combinação de fatores e pelas características das dores.


Geralmente a dor da fibromialgia é espalhada pelo corpo, por exemplo, as vezes dói um braço e dias após a dor muda para a perna. As pessoas descrevem como uma dor que caminha.


Mas além de caminhar é uma dor que pode ser tanto profunda (“parece que dói dentro dos ossos”) assim como pode ser uma dor sensível (“a roupa toca na pele e parece que é dor” ou “o vento dói”). Mas a pessoa não vive assim todos os dias, mais em períodos de crise.





Como a dor tem essa característica de “mudar de lugar” e de “mudar a sensação” as vezes as pessoas chegam a duvidar do que estão sentindo. E essa dúvida não é saudável.


Podemos imaginar como deve ser difícil sentir uma dor que não aparece no exame (não há documento para “provar” que sentimos dor); e perceber que essa dor muda de lugar.


A dor é subjetiva e é relatada por quem sente. As vezes a falta de exames fragiliza as pessoas.


A pessoa com fibromialgia tem uma sensibilidade aguçada, ela sente mais, e esse sentir facilmente é percebido de forma intensa ao ponto de ser percebida como dor. A sensibilidade não é só no toque (da roupa, do vento ou do seu aperto de mão) a sensibilidade também é para cheiros, paladar, audição e visão.

É como se o sistema sensorial estivesse com um curto circuito.


Por isso um dia no ano para lembrar que essa dor existe, que o enfrentamento requere reconhecimento! Reconhecimento social e pessoal.


A evidência científica comprova cada vez mais a importância de um tratamento que envolva a pessoa como um todo, e que infelizmente a melhora não está em um medicamento único, não temos pílula mágica, mas sabemos que o tratamento com exercícios adaptados, psicoterapia para enfrentar a dor, remédios para uso em momentos de crise de dor, alimentação, higiene do sono, correntes elétricas anti dor, … além de várias outras opções tem o poder de promover uma melhora significativa da vida da pessoa.

Deixar doer não irá nos ajudar a curar,

Duvidar da dor do outro também não o ajuda no enfrentamento da dor.


Respeitar já é uma boa ajuda, ter a sua compreensão e não o seu julgamento já ajuda a enfrentar a fibromialgia.




Entender esses múltiplos fatores que influenciam a manutenção e intensificação da dor é muito importante para que você (paciente) possa ajudar diretamente no processo de tratamento. Saiba mais como aliviar e entender o que modula suas dores

A fibromialgia é uma síndrome de dor crônica, nas últimas décadas as pesquisas demonstram que a causa da fibromialgia estaria associada a disfunção do sistema nervoso central (SNC). Ter o foco de tratamento na disfunção do SNC é desafiador, e a A Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua (tDCS) é uma das técnicas que pode oferecer uma nova linha de tratamento. Os resultados clínicos são promissores, com alto nível de evidência para o tratamento fibromialgia com melhora na qualidade do sono e alívio da dor.




Comments


Posts Em Destaque
Posts Recentes
Arquivo
Procurar por tags
Siga
  • Facebook Basic Square
  • Twitter Basic Square
  • Google+ Basic Square
bottom of page