Quando fazer a educação em dor? Como identificar que o paciente precisa?

A Educação em dor é um complemento ao tratamento da dor crônica. Conversamos brevemente sobre o assunto em um post anterior.



Mas, qual seria o momento correto de "educar o paciente"?

Como identificar que a pessoa precisa deste complemento?

Se falamos em educar. Quem seria mal educado?




🎤 esta pergunta foi formulada pelo @profleonasc durante a live

que fizemos no dia 10 de junho em sua página do Instagram.

Ao professor Leonardo Nascimento, agradeço e dedico este post ⛳️





1. Qual seria o objetivo da educação?


🗣️ Ao educador: ensinar, guiar, orientar

👤 Ao educando: aprender e aplicar novos conhecimento em seu cotidiano para lhe dar autonomia


Por exemplo: com a alfabetização ✍️ busca-se a autonomia na leitura📖, localização e locomoção 🚌 pela cidade 🏘️ de forma a conseguir pegar um ônibus 🚍 e alcançar o seu destino🙌 .

Neste exemplo: como seria a criança mal ou não educada?

😳 os analfabetos, uma parcela ainda grande em nosso país e

😱 os analfabetos funcionais, também com representatividade em nosso pais.



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A quem se atribui a responsabilidade 👀 ? Ao 🗣️ ou ao 👤?

  1. O educador 🗣️, por falar para si próprio, sem se preocupar se o aluno está compreendendo 👀❓alguma "coisa"da matéria?

  2. O segundo, educando 👤, por não solucionar suas dúvidas em aula🙋, ou não estudar o suficiente em casa🙇?

Por que ao invés de escolher entre um e o outro...

não podemos atribuir responsabilidades aos 🗣️👤 e incluir

o contexto 🏚️🏡 ?


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2. Como projetar isso para a saúde?


O personagem educador 🗣️ é agora o profissional da área da saúde, com seu papel de "melhorar a saúde" ou "prescrever ações que melhoram a saúde" de quem o procura 🔎

💡Ou talvez, seu papel enquanto profissional da saúde seja promover e facilitar que o educando👤 /paciente.

O personagem educando 👤 é agora ocupado pelo nosso paciente. Será que o dever do paciente seria informar ao profissional de saúde: características e fatos que acometem seu bem estar físico, emocional, social e espiritual (sua saúde)❓com a expectativa que o profissional as resolva e o paciente fique curado.

💡Ou talvez, adquirir novas habilidades para enfrentar seu cotidiano e melhorar sua qualidade de vida, apesar de apresentar características que comprometem seu bem estar físico, emocional, social e espiritual.




Ponto importante: há (muito) mais do que um modelo de educação.

Temos modelos colaborativos e outros hierárquicos, onde o professor🗣️ fala, explica, apresenta, e os aluno👤s devem ouvir, aprender e respeitar. No modelo clássico (antigo) não há participação ativa do aluno👤. Pela transformação social e resultados de inúmeras pesquisas em diferentes áreas,... alcançamos modelos mais colaborativos com trocas entre professores🗣️ a alunos👤.



Além disso, em nossa situação atuam (Pandemia Covid19 no ano de 2020), com a escola em casa (home-school), as torcas entre os pares e o professor acontece em parte pelo auxilio dos alunos👤 ensinando aos professores🗣️ como mexer na feramenta 💻que lhes permiter ter essa troca📲.


De aluno passivo, à aluno participativo, hoje temos os alunos garantindo que o professor possa comunicar adequadamente com eles.





3. E o paciente? Quando sabemos que ele é "mal educado"?

Esta resposta é com base na linha de raciocínio clínico e científico do movimento construtivista. Quem assistiua live que fizemos no dia 10 de junho, lembra, e lembra que eu fiz toda uma conversa para então... largar a resposta!


contexto :👤

No modelo sociocultural ocidental, temos uma tendência a super valorizar o conhecimento de expert, e esses "devem ter passado" pelo centro de conhecimento💡🔎📕: as universidades❗️

A graduação 🎓 nos permite exercer uma profissão⭐️⭐️⭐️ (e não uma ocupação), recebe-se um diploma🔖, torna-se uma pessoa de referência social🗣️ (nem sempre torna-se referência profissional ou acadêmica, mas socialmente, a referência é conquistada👏).


Esse valor social da graduação 🎓 em determinada área ⭐️⭐️⭐️ categoriza as pessoas socialmente. Há uma hierarquia. Há um expert 🗣️ no assunto. Há um não-expert👤 que deve ouvir para fazer o certo que é dito pelo expert🗣️.


Esta valorização do expert 🗣️

deveria colocar a responsabilidade do sucesso terapêutico (ou educação) em quem?

se quem sabe é o expert 🗣️ e quem não sabe é o paciente /não-expert👤,



Socialmente, a supervalorização do expert 🗣️ é tanta que atribui-se o insucesso ao paciente👤 e o sucesso ao profissional🗣️.


Como seria o paciente "mal educado"?

  • seria aquele que escuta 👤 , de forma passiva👀, sem questionar😱. Volta para casa 😳 cheio de dúvidas, pois além de não entender muita coisa ⁉️ (nem a letra na prescrição🙇) várias sugestões do profissional não são viáveis em seu contexto.


Como tratar um "paciente difícil"?

  • o mais difícil no tratamento do paciente difícil é reconstruir a relação terapêutica hierárquica, imposta socialmente, pelo poder do conhecimento centralizado nas universidades espalhadas pelo mundo.

  • valorizar o conhecimento do paciente, ele não mais apenas escuta, mas ele informa, questiona, explica e permite ao profissional de saúde conhecer a sua realidade de segunda ordem (significados atribuídos aos fatos).

  • o profissional de saúde que escuta e se interessa pela história e pelas percepções do paciente, terá material para melhor compreender a neuromatrix e a neuroassinatura da pessoa que veio lhe procurar.



O paciente "mal educado"

é o paciente "mal escutado" 😳






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