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"nos exames os joelhos estavam bons, mas eu sentia dor e não podia praticar esportes." Felipe

Sempre gostei muito de esporte ao ar livre, principalmente ciclismo.


Em 2007 comecei a praticar Triathlon e, animado, me inscrevi na meia maratona do Rio de Janeiro. Completei a prova com sucesso e isso me motivou ainda mais a prosseguir no esporte.

Contudo, comecei a sentir o joelho e resolvi procurar um ortopedista renomado daqui de Florianópolis, que inclusive atendia atletas profissionais de um famoso clube de futebol. Ele diagnosticou inflamação na plica sinovial e como tratamento, de cara, cirurgia. Não bastasse, me convenceu a aproveitar para operar o outro joelho, que dava alguns sinais de que daria problema também. Como eu estava ansioso para praticar meus esportes, e confiando no especialista, fiz a cirurgia. A dor nas primeiras semanas era justificada pelo pós-operatório recente. Mas os meses foram passando e a dor nos joelhos continuava, mas diferente. Voltei nele algumas vezes e nem ele entendia o porquê da dor. Prescrevia mais fisioterapia e deixar o tempo passar.


Comecei a procurar outros médicos. Todos faziam exames e me diziam que os joelhos estavam bons, que não havia nada errado. Mas eu sentia dor e não podia praticar esportes. Cheguei a ouvir que era assim mesmo, que talvez eu não pudesse mais correr, mas fazer caminhadas... imagina dizer isso para alguém que sempre gostou de esporte! A dor foi se intensificando, “correndo” para outras partes do corpo e começou a atrapalhar atividades simples do dia a dia, como lavar louça ou dirigir. Comecei a sentir praticamente o corpo inteiro e, nessa altura, já não conseguia praticar nenhum esporte, nem passear de bicicleta – a dor e o incômodo eram constantes! Até para dormir eu sentia, acordava durante a noite. Às vezes eram os joelhos ou proximidades, outras vezes ombros, “andava” para as costas, principalmente cervical, cotovelos...


Depois de aproximadamente 6 anos, 9 médicos de diferentes especialidades, aqui e em Curitiba, 2 fisioterapeutas, muitos exames e hipóteses, diferentes tratamentos como fisioterapia, infiltrações e remédios, estava desacreditado e angustiado. Até tarja preta me receitaram supondo que se tratava de uma doença chamada espondilite anquilosante; cheguei a fazer infiltrações por 2 anos em supostas fissuras nos músculos; um médico falou em operar o ombro esquerdo, pois achou um cisto... ou seja, eram muitas hipóteses, e nada de solução.


Porém, não desisti, pois viver daquela maneira até a velhice seria inaceitável (tudo começou eu estava com 27 anos).


Foi então que me indicaram a Educa a Dor.


Já na primeira consulta a Dra. Juliana me explicou o mecanismo da dor, disse que me compreendia e que eu voltaria sim a praticar esportes. Começamos bem! Comecei a tratar com ela e depois de alguns meses também com a parceria do Yuri, educador físico, para exercícios de fortalecimento, já que a minha musculatura estava completamente atrofiada. Inicialmente bem leve, até evoluir para exercícios na academia e, após, natação. Passados aproximadamente 2 anos (haja insistência!) fiz minha primeira travessia em mar aberto depois de toda a confusão – que já contava com uns 8 anos.


Feito isso, ganhei ainda mais confiança para manter o foco. Consegui jogar uma partida de futebol, correr uma prova de 10 km, até que voltei com tudo! Uma dor aqui e outra ali eram logo resolvidas com a orientação Dra. Juliana.


Pronto! Estava conseguindo levar uma vida sem dor e praticar esportes regularmente. Aí, o objetivo inicial foi retomado - completar um Ironman.


Em 2018, inscrito na prova e treinando forte, um novo golpe: caí em um treino de bike e me machuquei gravemente. Foram 11 fraturas, um pulmão perfurado, traumatismo craniano e cirurgia no ombro. Foi um grande susto, desânimo e, aos poucos, um novo recomeço. Alguns meses seguiram, voltei na Educa a Dor e aos treinos.


Depois de tudo que passou, de ter ouvido de médicos que eu não poderia mais praticar esportes, de ter me acidentado feio, consegui completar uma maratona e um meio Ironman!

Muitíssimo obrigado, Dra. Juliana. Teu conhecimento e tua paciência foram imprescindíveis para eu retomar a minha vida.



Autor do texto: Felipe Mansur






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