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Inflamação, Dor e Nutrientes



A dor crônica é definida pela persistência da dor há mais de três meses; e com o envelhecimento da pessoa, as dificuldades físicas, emocionais e sociais tendem a se agravar.

Por isso pesquisadores investigam qual a associação entre a dor crônica e o envelhecimento. Uma das formas de investigar é recorrendo a marcadores biológicos de envelhecimento celular, como LTL (Comprimento do telômetro do Leucócito / técnica de análise genética para verificar a instabilidade genômica e indiretamente categorizar o envelhecimento celular) .


A dor crônica também é descrita e investigada por um potencial comprometimento inflamatório de alguns tecidos.

A inflamação pode ser medida pelos níveis de citocinas pró-infamatórias no sangue, como a Proteína C-reativa. Apesar de muito utilizada, esse marcador sanguíneo refere-se a inflamações pouco específicas. De certa forma, podemos dizer que há em algum lugar no corpo um local de inflamação, sem podermos ser precisos no diagnóstico. Por isso é tão importante correlacionar os dados clínicos com os dados dos exames!


Estudos científicos e clínicos investigam e defendem - cada vez mais - o consumo de micronutrientes com propriedades anti-inflamatórias como Vitamina D; Ômega 3 (ou a relação entre ômega6 por Omega 3 (pois o ômega 6 pode mascarar a atividade do ômega 3). Há uma tendencia a considerar que pessoas com dor teriam um baixo nível desses micronutrientes.




Um estudo publicado em Janeiro de 2022 investigou a associação de todos esses elementos; comparando pessoas com e sem dor crônica no joelho para ver se essa associação é forte ou fraca.


O estudo que vamos descrever: [Nutrients 2022, 14, 266. https://doi.org/10.3390/nu14020266]

Os objetivos do estudo eram investigar se:

1- A associação independente e combinada entre a Vitamina D, a razão de ômega6:3; LTL

2- A associação independente e combinada entre a Vitamina D, a razão de ômega6:3; e Proteína C-Reativa em pessoas que vivem com e sem dor crônica.


Participaram da pesquisa 402 pessoas:

63% mulheres e 37% homens

79,5% com dor crônica no joelho e 20,5% sem dor crônica




Apesar dos autores não encontrarem associação entre o nível de micronutrientes Vita D e Omega3:6 com o envelhecimento celular (LTL) ; a Proteína C-Reativa mostrou nível de associação com a concentração sanguínea desses micronutrientes.


Mas os dados mostram uma associação FRACA pois se controlarmos a idade, o gênero; a razão entre a circunferência do quadril e da barriga; nível de atividade física, consumo de tabaco; número de doenças associadas (comorbidades), renda anual da casa e número de regiões com dor no corpo. ... A tal associação desaparece.


Em pesquisa para podermos dizer que está associado um fator ao outro, é preciso ser rigoroso e comparar tendo o cuidado de controlar (observar e descrever) outras características que podem influenciar também : a presença de dor, o consumo de alimentos, os hábitos de vida,...




Mas, o ano está só começando

e as pesquisas de alimentação/nutrientes e dor estão "a todo o vapor"!



Vamos acompanhar e ficar de olho para melhorar o aporte desses micronutrientes caso estejamos em níveis de CARÊNCIA!

Lembrar que o excesso faz tão (ou as vezes mais) mal que a falta!






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