Reflexões e lançamento do livro durante a quarentena

Atualizado: Abr 26

Notícias de uma gripe de disseminação rápida ocupavam, progressivamente, espaço em nossos noticiários desde o final de 2019. Na China cidades foram isoladas e as pessoas estavam proibidas de deixarem suas residências. Na Itália conhecemos a alta letalidade do vírus e necessidade que se impôs aos médicos a selecionar os pacientes que seriam atendidos por falta de leito, espaço, equipamentos, profissionais.


Assim como a maioria, fiquei chocada, tentei transpor essa informação para a minha (nossa) realidade e pensei que isso não aconteceria por aqui. Não seria talvez necessário? Ou, parecia um filme de ficção científica.


Surreal.

Mais que surreal, porque TODOS do planeta estamos sendo convidados a não sairmos de nossas residências. Nem um filme havia previsto o planeta. Nem um filme havia previsto o ar. Todo o enredo tem um herói, uma saída, um lugar seguro para ir.


Em nosso caso, devemos simplesmente ficar.




No início de março, precisei escrever o editorial do Jornal dos comitês da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor. Uma tarefa que exigiu muito de mim, pois eu já não conseguia mais ler nem pensar em nada que não fosse o COVID-19.


Para minha surpresa, consegui. Consegui na época comparar a emoção e incerteza que eu sentia com a emoção e incerteza de um paciente com fibromialgia. Aquela incerteza de agendar um compromisso (ou manter um compromisso) por não saber como estarei (ou o planeta estará) na data determinada.

Viver a incerteza de saber se poderei ou não estar presente, por estar apta (ou ter permissão) para me deslocar.


Hoje, percebo que é diferente da dor crônica, de seus ciclos de agudo e crônico. Sua diferença principal talvez seja seu contágio. Na dor crônica, quando EU me ausento ou compareço, a ÚNICA pessoa que sente a dor, sou EU. No caso do COVID19, não. Mesmo que EU não tenha sintomas, eu posso CONTAGIAR outras pessoas.


Este é outro ponto de vista.

Outra dimensão de problema.


A dor crônica não é contagiosa. Mas o Covid 19 é.

A dor crônica é incapacitante. Mas o Covid 19 é súbito e de alta letalidade.



E o lançamento do livro? Aquele compromisso que você não sabe se estará com coragem de comparecer, nem mesmo sendo a autora...


O livro "Estratégias terapêuticas para o tratamento da dor" escrito e desenhado em 2019 chegou da gráfica uma semana antes dos gestores informarem à população sobre a chegada da Pandemia do Coronavírus no Brasil. Momentos de tensão e ansiedade.

Na sexta-feira dia 10 de março, tudo preparado para enviar o email de lançamento do livro em abril nas Livrarias Catarinenses, mas uma sensação de que apesar de toda a minha emoção, não era o momento.

E não era mesmo. Não foi enviado. Considero que esse foi o meu último dia "normal" da vida que levávamos antes da pandemia nos atingir.



Como dizem,

Guerras, revoluções e pandemias são aceleradores de processos históricos.


A comunicação virtual com grande público ganhou mais força, mais espaço e me conduziu ao lançamento online do livro.


Dia 7 de abril de 2020

Houve lançamento do livro em uma live via Facebook e outra via Instagram.


Primeira experiência de palestra online, com uma mistura de alegria, incerteza e coragem.

Agradeço ao carinho e a recepção das mensagens de todos.


Video que foi gravado ao Vivo no Lançamento do livro pelo Facebook da Educa a dor


Vídeo de lançamento do livro. Foi ao ar em modo Ao Vivo, no Instagram @educaador, no dia 7 de abril and 20:30h. - Disponível no YouTube



Sobre o livro:

Estratégias terapêuticas para o tratamento da dor, editora educa a dor, autora Juliana Barcellos de Souza, PhD. Livro para compreender o conceito atual de dor e dor crônica, ciência da dor, evolução histórica do conceito de dor, a dor como uma forma de expressão, a dor muda a comunicação, a dor transforma as relações, como conquistar o paciente para o tratamento? paciente ativo no tratamento não é o paciente sozinho no processo. O profissional de saúde tem que ser um guia no processo de tratamento, e não um chefe. A hierarquia social imposta aos médicos e fisioterapeutas pode atrapalhar na construção da relação terapeuta-paciente. Entenda como motivar e manter-se motivado no processo de tratamento da dor crônica.



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