domingo, 3 de Outubro de 2010

Toda a dor é igual?

Você já se questionou se todas as dores são iguais?

Se você sofre de algum tipo de dor persistente, ou conhece alguém que sofra, certamente já observou que as dores não parecem ser iguais de uma pessoa para outra.

Primeiramente, há medicamentos que aliviam as dores de uns, mas não as de outros.
Mulheres e homens têm comportamento de dor diferente, uns toleram mais e outros menos. Uns se queixam menos e outros mais.

As pessoas são diferentes entre si, assim como a expressão de suas dores.

Porém, além das diferenças visíveis no comportamento, será que as dores em si, não diferem?
Sim. Na verdade existe alguns tipos de classificação da dor. Ela pode ser classificada pela sua localização-tecido lesado (neuropática, viceral, ...), assim como pela sua duração.

De acordo com a duração da dor podemos classificá-la em dois grandes grupos (há um terceiro grupo entre estes dois) .

Dor aguda, geralmente aquela dor associada a lesão de um tecido, a uma cirurgia, fratura, ... Esta dor é causada pela lesão de um tecido e pela lesão de terminações nervosas livres presentes na superfície do corpo (pele). Esta dor é muito importante para garantir a integridade do organismo.
Geralmente tratada com medicação, repouso, curativos. Esta dor tende a melhorar com a cicatrização do tecido lesado.

Dor crônica, esta dor é persistente, dura mais de 3 meses e não está associada a lesão de tecido. Esta dor pode ser considerada uma doença em si. Vários problemas no organismo podem causar uma dor crônica, e nenhum deles exige a cicatrização. Ao contrário, para que se tenha sucesso no tratamento estas dores exigem uma abordagem biológica, psicológica e social do problema. Sua complexidade exige sintonia no tratamento, entre familiares, profissionais de saúde e familiares.



Circulo vicioso da dor:
Lombalgia -> movimentos dolorosos
->medo de se machucar -> inatividade
-> perda da mobilidade -> fraqueza
-> Dor, Lombalgia
A dor torna-se crônica com o tempo

Pacientes com dor crônica - as vezes - não são levados a sério, pois não há um exame que prove a existência da dor. Esta desconfiança da dor gera conseqüências negativas no tratamento. Torna a abordagem ainda mais complicada do que o normal.
Acreditar na dor do outro é fundamental, e alivia a ansiedade, ajuda no sono, e no bem estar daquele que sofre de dores persistentes.

Réu/Paciente: "Doutores, eu estou doente
Juizes/Doutores: "Jure"   "Prove. se você for homem"


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