domingo, 24 de outubro de 2010

Prevenção da dor crônica

O tratamento precoce de qualquer doença sempre foi uma sábia ação.
Com a dor não é diferente. Não sofra à toa! Não tente suportar a dor em situações difíceis e sobretudo, Não deixe que a dor influencie a sua qualidade de vida! Tome uma atitude, adote estratégias (farmacológicas ou não) para o conter o sintoma. 

Eu me lembro bem, eu no pós-operatório da minha cirurgia de apendicite (com 9 semanas de gestação do meu primeiro bebê). Acordei e senti dor. Pedi analgésicos até chegar a um vestígio do sintoma. Eu não ia sair dali com dor né!? Eu estava no melhor local para ser medicada, tinha que garantir meu conforto ali, no hospital, tanto no pré operatório quando no pós! Afinal de contas se estudamos a dor crônica e verificamos que cirurgias com analgesia ineficaz são potenciais fatores de risco para a dor persistente - eu não queria isso de brinde!? E Nem você! Então fale SEMPRE e não sinta dor à toa.

(abro parênteses para defender a dor do parto natural - esta não é uma dor à toa, é uma dor natural para ter um bebê - mas se quiser analgesia, também tem - então solicite!)


Fonte: Delas, saúde da mulher

Dor crônica poderia ser evitada em 90% dos casos

Especialistas recomendam tratar a dor desde sua primeira manifestação


O tratamento já acabou e a doença foi curada, mesmo assim a dor não vai embora. Parece até que o paciente está mentindo, afinal nenhum exame consegue detectar a origem do problema.
“A pessoa até vira motivo de chacota”, conta Manoel Jacobsen Teixeira, especialista em dor e professor de neurocirurgia da Universidade de São Paulo (USP).
O verdadeiro problema, explica Jacobsen, é o desconhecimento de muitos médicos sobre os mecanismos da dor crônica. Se eles estivessem mais preparados, cerca de 90% dos pacientes atendidos no Centro de Dor do Hospital das Clínicas não teriam que enfrentar tanto sofrimento.
Ao todo, o centro recebe 1 mil pacientes novos por ano. “Mas apenas 10% deles estão com alguma doença ativa”, ressalta. Isso significa que os outros 90% sofrem apenas com a dor que permaneceu após o tratamento para problemas como câncer e fraturas. É a dor que se tornou crônica e independente da doença de origem.
Deste total, a maioria (60%) sofre de desconforto músculo-esquelético, como fibromialgia, enquanto outros 30% sofrem com neuropatias, como diabetes e outros males que possam atacar o sistema nervoso. O restante ainda tem as doenças ativas, como AIDS e câncer.
Mecanismo da dor
Jacobsen explica que a dor crônica costuma se estabelecer a partir de uma espécie de “cicatriz” na percepção da dor pelo cérebro. “A via nervosa sofre uma sensibilização”, explica. Para uma pessoa sentir dor, seja aguda ou crônica, seu sistema nervoso central precisa registrar estímulos acentuados no organismo e enviar esses sinais ao cérebro.
Se o estímulo for constante, o sistema nervoso acaba sendo danificado de maneira permanente. Ele passa a ser mais sensível e interpreta como dor os estímulos que normalmente seriam detectados de outra forma.
Ação rápida
A dor passa a ser considerada crônica pelos médicos quando persiste por mais de três meses. Ela pode se manifestar de várias formas, como pontadas e formigamentos, por exemplo. Para evitar que ela se torne constante, o médico deve conhecer os mecanismos do problema e agir rapidamente, antes que a via nervosa sofra a temida sensibilização.
“Existem muitos medicamentos que podem fazer isso, como antidepressivos e anticonvulsivantes”, aponta Jacobsen.
A anestesiologista e paliativista Inês Melo, da Sociedade Brasileira para o Estudos da Dor (SBED), acredita que, atualmente, as implicações da dor no sistema nervoso já são tratadas de forma diferente nos atendimentos de urgência e emergência. Por muitos anos, explica ela, o paciente era submetido a uma investigação médica para encontrar a causa da dor antes de tratá-la.
“Hoje, muitos médicos já tratam a dor antes do diagnóstico. Isso é importante para evitar a criação de uma memória da dor”, explica. "O alívio da dor é um direito humano e não deve ser negado por nenhum médico."
O problema é que este tipo de pensamento não é uma unanimidade entre os médicos e as intervenções para evitar a memória da dor nem sempre são feitas. Segundo Jacobsen, a dor crônica é um capítulo mal divulgado nas escolas de medicina.
Para reverter esse problema, a SBED está lançando uma campanha durante o 9º Congresso Brasileiro de Dor, que acontece em Fortaleza, entre os dias 6 e 9 deste mês. Na abertura do evento, especialistas realizaram uma palestra aberta ao público com orientações sobre o problema.
"A intervenção contra dor deve ser rápida e efetiva", resume Fabíola Peixoto Minson, diretora da SBED.

2 comentários:

  1. Olá! Tudo bem?

    Antes de mais nada, queria elogiar a iniciativa do blog! Vocês possuem um conteúdo muito bem produzido e de extrema qualidade. Parabéns de verdade!

    Meu nome é Ivana Kroeger, sou da agência FullTecno e responsável pelos conteúdos do blog ABCdor, que tem por objetivo oferecer informações e dicas para quem sofre de dores crônicas.

    Se quiser dar uma passada no blog (http://www.abcdor.saude.ws/) para conhecer o nosso trabalho, é mais do que bem vindos!

    Atenciosamente,
    Ivana Kroeger

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  2. Olá Ivana

    muito obrigada pelo comentário.
    conheço o blog ABCDor e sou seguidora.

    Juntos vamos melhorando a informação dos pacientes e familiares que sofrem com as síndormes de dor crônica.


    Atencionsamente
    Juliana

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